sábado, 22 de abril de 2017

Índio é Brasil nativo, é resistência e permanência!

Aprendemos oficialmente nos livros que a descoberta, ou descobrimento do Brasil refere-se à chegada, em 22 de abril de 1500, da frota comandada por Pedro Álvares Cabral ao território onde hoje se localiza o Brasil. Mas nós, brasileiros(as), que nascemos imersos nesta cultura, ou aqueles que nela se aventuram a viver e conseguem compreender um pouco mais, sabem que a ideia romântica do descobrimento por heróis desbravadores portugueses não procede. 

O que na verdade ocorreu foi uma busca de matérias primas, invasão e conquista de terras dos nativos, com dominação dos que ali viviam. A história registra acontecimentos cruéis desta invasão.  Fato comum e recorrente, em um período territorial da humanidade, mas muito cruel, a ser sempre lembrado. 

O que se faz no Brasil de hoje é resgatar a cultura nativa, devolver o respeito merecido, registrar línguas e preciosidades culturais, sabedorias destes povos, para devolver um pouco do respeito que merecem. Há grupos, em centros culturais, escolas e universidades ou de iniciativas individuais e privadas, com trabalhos maravilhosos neste sentido. Passamos séculos enaltecendo o português, que também deixou grande contribuição ao Brasil. Veja exemplo de projeto de preservação da língua indígena nos links abaixo.



O desconhecimento e o preconceito é geral. Portanto, hoje vamos lembrar dos marginalizados e esquecidos, daqueles que por diversos motivos cruéis foram apagados intencionalmente de nossos livros de história, dos que tiveram sua sabedoria escondida ou excluída da formação de identidade brasileira. E que apesar de tudo, conseguiram deixar herança em lindas palavras do português do Brasil, na alimentação, e costumes. Que ainda hoje lutam por suas terras e por seu espaço no Brasil atual. 




Hoje é preciso estudar no mundo do outro para entender a si mesmo. Eles se posicionam positivamente e buscam a união das forças dos povos com respeito às culturas. Mas a luta por reconhecimento e respeito segue. 




Dr. Joaquim Paulo de Lima Kaxinawá, primeiro Doutor em Linguística pela UNB do Brasil. 



Este mapa da distribuição dos povos indígenas no Brasil mostra a complexidade e distribuição destes povos no país e a área que ocupam no território nacional. 



Dia 22 de abril não celebramos nenhum descobrimento aqui, buscamos conhecer, reafirmar e consolidar. A cultura indígena têm sido resgatada nas escolas, algumas vees equivocada, mas os professores tentam fazer sua parte. Os representantes mais antigos das tribos seguem fazendo sua parte também nas comunidades. Iniciativas simples como contar uma lenda ou uma história, já fortalece sua cultura. Indio é resistência!




Como professora de línguas, trago a língua nativa. Vamos assistir/ouvir alguns exemplos na fala da língua indígena do Brasil e do Nhengatú. Nhengatú também conhecido como nhengatuñe'engatúnhangatuinhangatulíngua geral amazônicalíngua brasílicatupilíngua geralnenhengatuyẽgatúnyenngatú e tupi moderno, é uma língua derivada do tronco Tupi. Pertence à família línguística tupi-guarani. O Nheengatu surgiu no século XIX, como uma evolução natural da língua geral setentrional, em um desenvolvimento paralelo ao da língua geral paulista, que acabou se extinguindo. Até o século XIX, foi veículo da catequese e da ação social e política luso-brasileira naAmazônia, sendo mais falada que o português noAmazonas e no Pará até 1877. Atualmente, continua a ser falado por aproximadamente 19 060 pessoas na região do vale do Rio Negro.







Espero que gostem dos vídeos de hoje. 
Comentários sao muito bem-vindos!


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