sexta-feira, 20 de abril de 2018

Sobre índios no Brasil...


                   

Ter um dia para lembrar ou celebrar o índio no Brasil, 19 de abril, já é algo que deveria causar estranhamento aos brasileiros. O Índio não deveria ser lembrado em um dia, somente com fantasias de penas e lendas nas escolas. O índio brasileiro deveria ser parte integrante de nossa nação, presente em nosso dia a dia pelo conhecimento sólido de suas contribuições para a vida dos brasileiros, parte de nossa formação mais consistente em sala de aula e cotidiano, para que tivéssemos o real conhecimento e reconhecimento do que é e foi ser índio no Brasil. 

Já ouvi muitos brasileiros, como aparecem nos filmes abaixo, dizerem que índio é preguiçoso, está “afundado” e corrompido no alcoolismo, drogas e prostituição, não deveria usar tecnologia de “branco”. Impressiona e assusta ver índígenas (veja vídeos abaixo) com receio ou vergonha de falar de suas origens, e colocarem suas raízes com distância, usando com ênfase a palavra ancestral, sendo que apresentar-se integralmente deveria ser motivo de orgulho por guardar em si mesmo um povo brutalizado pelo colonizador. Percebem o mal que os "brancos" fizeram e fazem a esse povo (brancos entre aspas, para excluir do grupo brancos conscientes e que procuram aprender sempre mais e ser pessoas melhores, como eu). Acredito que existam sim muitos problemas de alcoolismo, drogas e prostituição, mas não são parte da cultura indígena, e sim consequência da convivência conosco, ditos “civilizados”. 


Absurdos como esse ainda podem ser ouvidos da boca de brasileiros que não entendem, menosprezam ou ignoram a cultura do povo ancestral dono do território, que, posteriormente, recebeu o nome de Brasil e, hoje, nos define dentro e fora do país como brasileiros. Esses mesmos brasileiros negligenciam ou ignoram a falta de responsabilidade de "homens civilizados" cruéis que interferem, invadem, dominam, diminuem, deturpam uma Cultura ancestral que poderia nos contribuir e ajudar a sermos mais fortes, unidos e melhores do que somos hoje. 



O Brazilian Route mantém seu olhar brasileiro pelo mundo afora sem esquecer ou ignorar as vozes e raízes do Brasil. Amamos o Brasil e sua diversidade. Termos errados, pensamentos distorcidos devem ser combatidos sempre. Como temos feito nos últimos anos, aproveitamos o dia 19 de abril para divulgar, portanto, as vozes de parte de nosso povo, que sempre é colocada à margem da história brasileira e conteúdos escolares. Os vídeos de novembro 2009, mas continuam atuais. 

No link abaixo, você pode ver dados oficiais atualizados do IBGE



Nos vídeos abaixo, você pode assistir aos índios por eles mesmos, e a entrevistas que demonstram as tristes consequências do apagamento de povos no Brasil. Alertamos que, apesar de conter importantes e lindos depoimentos de indígenas, de amor à sua cultura, você deve se preparar para ouvir também falas tristes, revoltantes, chocantes e absurdas. 
Fique com um pouco do panorama do índio no Brasil até 2009, infelizmente ainda muito atual,
para sua construção de conhecimento sobre o tema.








Quer mais conteúdo sobre o tema? 
Procure o mês de abril no arquivo do Blog à sua esquerda, 
para quem visualisa a nossa versão original da página. 
Quebremos nossos tabus juntos!
Sugestões, comentários construtivos e 
indicações são muito bem-vindas!


quarta-feira, 18 de abril de 2018

Pensamento do dia

Após horas de muita leitura de diversos temas na internet, 
notícias do dia e etc,
passou pela minha cabeça esse pesamento...
deixo o meu aforismo abaixo pra vcs! ;)


sábado, 14 de abril de 2018

Sobre Internet, blindagens virtuais e palavras mal ditas


Além de ser hoje principal fonte de informação e pesquisa educacional e profissional, a Internet é um grande facilitador da comunicação entre familiares, profissionais e amigos, possibilitando conversas textuais escritas, por áudio e/ou vídeo instantâneas a qualquer momento, e em qualquer distância. As redes sociais assumem, ainda, um papel de extrema importância quando se mora fora do país de origem e formação. Nestes casos, além de informar e simplificar a comunicação, são também instrumentos mantenedores de relacionamentos importantes nas vidas profissionais e pessoais daqueles que, em diferentes contextos e por diversas razões, vivem separados por cidades, países, continentes.

Por outro lado, o distanciamento físico do meio virtual funciona como desinibidor para alguns, que postam despudoradamente o que querem de modo impulsivo ou maldoso. Assim, nós nos deparamos diariamente com palavras e/ou imagens falsas, agressivas, difamatórias e/ou desrespeitosas contra grupos ou indivíduos, textos e images facistas, racistas, misóginas, preconceituosas em geral, historicamente deturpadas e etc. Impressiona a desenvoltura dessas pessoas somente por se sentirem blindadas no meio virtual. Há grande descuido com o leitor(a), do outro lado dessa “parede” virtual. E, desta forma, postagens sem fonte e veracidade devidamente verificadas são repassadas. É comum discussões elevarem-se em demasia, sem filtros ou polidez, fazendo do palavrão e do escracho “moeda corrente” na troca de ofensas de mensagens. As consequências são sempre negativas. Por vezes, o agressor não atinge seu objetivo, mas uma terceira ou quarta pessoa que lê o que foi postado, e se identifica com a pessoa-alvo da agressão, sai em sua defesa e acaba também sendo agredido. E tudo vira uma grande chuva de absurdos protegida pelo distanciamento virtual, como se somente nosso corpo físico pudesse ser atingido.

A Internet é uma rede de conexão criada pelo ser humano para conectar os seres desse nosso mundo, cada vez mais necessária no cotidiano. Nós somos os seres que formamos e fazemos a Internet que está aí. É responsabilidade de todos nós mudar nossa postura para o Bem, e não aceitar posturas absurdas e agressivas como as que citei acima. A rede é extremamente importante para relações em diversos graus, mas a maldade humana consegue convertê-la em arma nociva e destrutiva de nós mesmos. 


Pensemos com cuidado nas palavras virtuais ao usá-las, 
para que não sejam mal ditas, nem se tornem palavras malditas!

Para refletir um pouco mais sobre o assunto 
e entender melhor o alcance do problema, 
veja os links abaixo, respectivamente:
  • Artigo da BBC News sobre agressivos na Internet
  • Lei "A Lei Carolina Dieckmann" - Lei Brasileira 12.737/2012 
  • Supremo Tribunal de Justiç
  • Entrevista de Leandro Karnal
  • Palestra TED de Flavio Milman Shansis






Deixe seu comentário e/ou sugestao abaixo!

quinta-feira, 22 de março de 2018

Mais poesia... porque é o que há para hoje.


Foto de Simone Reichel

Pensando na vida... lembrei deste poema acróstico, que escrevi aos 17 anos, quando nem sonhava com os dias de hoje. 
Sempre muito atual!
Fica a pergunta aí para vocês. 
Se sim, vamos à luta pelo e com amor!

Humanidade

H omens de olhos abertos, foscos,
U ltrajados.
M orrendo aos poucos,
A mando muito, ou...
N ada, ninguém.
I ncansável busca,
D olorosa jornada
A mbição nefasta
D eteriorando tudo, todos, mas...
E sperança...ainda existe?

Simone Maciel
26/06/87



Poesia com Bráulio Bessa

Em tempos de dificuldades e tristezas no Brasil, procurei videos de poesia na internet para me inspirar. Poesia sim, porque são inspiradoras, provocam, acordam, fazem pensar, sentir, viver, aproximam quem as lê ou ouve de alma e coração abertos de sentimentos bons e ruins, movem as pessoas do lado do avesso. Vídeos sim, porque a imagem, o movimento com as palavras são ferramentas poderosas de resgate de uma oralidade que o academicismo depreciou ou apagou ao longo dos anos. Este post é sobre o uso da mídia para o bem, a beleza, o amor, o crescimento pessoal e a inspiração. É sobre um Brasil lindo que dá certo!



segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Vice-Campeã 2018: Paraíso do Tuiuti - Desfile Completo

A minha predileta deste ano por infinitos motivos! 
Foi vice no campeonato 
e Campeã no coração

Por que não continua lindo assim?

Nada contra o "Que tiro foi esse?" da música.
Mas prefiro perguntar, que políticos são esses?
Eleições chegando... 
Vamos votar melhor, Cariocas!
Imagens de Drone
Rio de Janeiro - RJ



Nem tudo é o que parece ser...


A primeira vista, você pode pensar que nesta foto eu estava fantasiada para um baile de carnaval, mas a história é bem outra. Neste dia, a professora de dança Aline Valentim e seu grupo de dança afro da Fundição Progresso, do qual eu participei, celebravam o final de ano na sede do Bola Preta, Rio de Janeiro. Nossa roupa de dança tinha muitos significados simbólicos conectados à coreografia e a cada uma de nós. Éramos mais de 20 pessoas dançando, e o clube estava lotado. Foi uma noite muito especial para todos nós, mas dançamos no mês de dezembro, sem nenhuma conexão  com o carnaval. Você deve estar pensando o porquê deste texto e foto. 
Pois bem, a foto ilustra que nem tudo é o que parece ser, principalmente no meio digital. Sou super conectada e uso constantemente a diferentes mídias para manter contato com familiares e amigos, ou profissionalmente e também para obter informações diversas. Normalmente, estou em contato com pessoas de países e línguas diferentes. Tenho lido tantos absurdos em sites de relacionamento, e só piora com o passar dos anos. Algumas pessoas parecem esquecer que do outro lado da tela, quem lê são também pessoas, com sentimentos, pensamentos e cultura individualizadas. 
O distanciamento proporcionado pela internet e seus meios de comunicação facilita a utilização de palavras grosseiras, falta de etiqueta e educação na escrita, apropriação de textos e fotos indevidamente, propagação de erros e mentiras, e etc, tudo com abordagem impessoal e, por vezes, bastante agressiva. Se uma palavra pode causar muito mal e machucar outros, imaginem frases, textos, fotos. Há tempos que a internet virou uma arena de gladiadores. 
O que estamos fazendo com as nossas vidas, e uns com os outros na Internet? Fica meu pensamento aqui para vocês. Existe muito mais história entre uma letra maiúscula de início de frase e seu ponto final, do que você, eu e todos nós podemos imaginar. Suas palavras são para o amor ou para a dor? Que sejam sempre ouro como minhas mãos no dia em que tiramos a foto acima. 

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Sobre sotaques e comunicação em língua estrangeira...

O modo como cada pessoa fala é seu sotaque. Ele  evidencia não só a região onde a pessoa vive, mas também pode indicar sua comunidade e a classe social e/ou cultural em que se encontra. Deste modo, os sotaques, assim como as gírias, podem gerar preconceitos e estereótipos em qualquer idioma, inclusive em nossa própria língua. Isso é o que chamamos de preconceito línguístico. Existe entre nós, com o português brasileiro, e também quando falamos outras línguas.

Quando falamos uma língua estrangeira aprendida após a primeira infância, é quase impossível não apresentarmos, em nenhum momento, sotaque na pronúncia. E sim, o sotaque pode interferir na aprendizagem de uma língua estrangeira. Para isso, existem métodos e estratégias a serem aprendidas e desenvolvidas que reduzem e minimizam o sotaque na língua durante o seu aprendizado e uso. A diminuição de sotaque em uma língua estrangeira não é de extrema importância. Porém, se seu sotaque é tão forte que dificulta a compreensão do que você fala neste idioma para seu interlocutor, o trabalho de pronúncia e redução de sotaque se faz necessário. Afinal, aprende-se uma outra língua para nos comunicarmos, não é mesmo?

Outro caso em que a necessidade de redução de sotaque se impoe é quando sua profissão requer maior clareza e perfeição na pronúncia para fins específicos, caso de atores, professores, locutores, por exemplo. Fora isso, a  importância de alguns conhecimentos fonéticos e fonológicos do idioma em questão, relaciona-se ao caso de você querer aprimorar sua pronúncia, e consequentemente otimizar a compreensão de seu interlocutor, e sua comunicação de um modo geral. Acredite, facilita muito as coisas!

Atualmente, estou aprendendo a quarta língua estrangeira em minha vida, o alemão, além de já ter lidado com facilidades e dificuldades em sala de aula como professora de línguas também. Ser professora de línguas nem sempre torna as coisas mais fáceis em um aprendizado de língua estrageira. Faz com que eu tenha consciência real de como ainda estou longe do ideal, mas facilita a ter mais coragem de falar, mesmo podendo estar errado rsrsrs. Ajuda também a buscar soluções e estratégias para os problemas que aparecem durante o processo de aquisição da nova língua estrangeira. Para mim, é um processo sem dúvidas mais sofrido porque tenho consciência de minhas dificuldades e limitações, e me cobro muito, além de ouvir dos colegas e conhecidos que é mais fácil pra mim por ser professora de línguas.  Por outro lado, é talvez mais divertido porque sei buscar fontes que tornam a minha imersão no idioma mais lúdica e produtiva. 

Há diferenças grandes entre a fonética do alemão e do português brasileiro, que facilitam ou dificultam a pronúncia de brasilieiros das palavras alemãs. Pessoas de alguns países asiáticos apresentam mais dificuldades na aprendizagem do alemao que brasileiros. E acredito que o obstáculo da pronúncia seja enfrentado por muitos brasileiros que aprendem alemão para viver e trabalhar na Alemanha. O fato de colocarmos uma vogal imaginária ao falar em cada consoante que vemos, por exemplo, ou a omissão da letra “e” no final das palavras é algo que tem raiz linguística com o português brasileiro. Quem nunca “engoliu” aquele “ezinho” no final de palavras como Maschine ou Sterne? Rsrsrsrs Eu já fiz e ainda faço isso de vez em quando, muitas vezes. Principalmente, quando a conversa flui por aqui. Tudo isso melhora com o treino fonético e a prática do idioma. Vejam e comparem duas tabelas simplificadas de transcrições fonéticas do português do Brasil e do alemão nos links abaixo.



Algumas escolas de idioma oferecem cursos específicos de fonética do alemão, outras incluem exercícios em seus cursos, seja com exercícios adicionais ou com conteúdo do próprio livro. Normalmente, percebo como professora e aluna que muitos alunos não dão a devida importância a estes exercícios. Mas considero muito bom que se dê uma olhadinha com cuidado na fonética do idioma que você está aprendendo e que se pratique a pronúncia com persistência, principalmente, para que se evitem mal entendidos por pronúnica errada de alguma palavra. Acreditem, isso ocorre muito em todos os idiomas, mas em alemão já passei por alguns desses problemas de interpretação errada por causa de minha pronúncia “torta”, além de ter presenciado colegas vivenciarem isso também com os alemães. Aqui, pode ser engraçado entre amigos e família, mas quando se está em um contexto profissional, a situação pode até causar vergonha ou tensão. Você observa e decide o que dificulta o seu dia a dia, e resolve... ou não. 

Para efeito de provas orais de proficiência em alemao, é sempre bom falar claramente e com boa pronúncia, porém o sotaque não prejudica desde que não atrapalhe ou impeça a comunicaçao.

Certa vez, entrei em sala errada na escola de idiomas, após me desculpar e fazer uma pergunta, a professora me perguntou se eu era brasileira. Pensei: “Nossa ela é ótima em fonética e fonologia” e, ao mesmo tempo, senti-me orgulhosa por ser brasileira e conseguir me expressar claramente em alemao rsrsrs. Não vi como negativo, porque ela entendeu o que eu disse. Sotaque só seria problema se atrapalhasse minha comunicação. 

Os alemães têm muitos dialetos e sotaques diferentes do padrão, e muito difíceis de compreendermos. Algumas vezes, nem eles mesmo se entendem por serem de regiões distintas. Ter sotaque é normal e lindo! Pensem comigo: o nosso sotaque de brasileiros falando alemão ou qualquer outra língua estrangeira demonstra o quanto somos pessoas curiosas e interessadas em outras culturas, o quanto queremos entender e sermos entendidos, o quanto somos corajosos para nos aventurarmos em outros falares, o quanto somos capazes de ser entendidos e entender uma pessoa de fora de nossa cultura, o quanto somos capazes e temos a habilidade de propagar nossas raízes brasileiras e tudo o que há de bom em nossa cultura e trocar experiências com estrangeiros, enriquecendo nossa existência nesse mundo. Somo desbravadores linguísticos e culturais, porque cultura e língua seguem atreladas uma à outra.

Se você fala a língua estrangeira com sotaque, todos te entendem perfeitamente, sem problemas, isso não te causa danos profissionais ou pessoais e você não passa por preconceitos e nem é visto por estereótipos que te desagradam, então, você não precisa diminuir seu sotaque em outro idioma (e nem no seu). Nossos sotaques brasileiros em nossa língua são lindos, eu particulamente gosto de todos porque trazem sempre uma história rica por detrás. E penso o mesmo dos sotaques da Alemanha. Nunca vejo como feio ou bonito, como já ouvi algumas vezes dos próprios alemães comentarem. Seria até absurdo pensar assim, tendo a profissão que tenho. Mas esse pensamento se deve também ao desconhecimento cultural e linguístico das pessoas em geral. Linguística é uma coisa muito específica que nem todos se interessam em conhecer e pesquisar.  O importante mesmo é se comunicar e ser entendido corretamente!

Abaixo selecionei alguns vídeos divertidos e interessantes, bem leves, dentro do tema Sotaque. Procurei escrever um texto bem informal, para que todos entendam o que gostaria de dizer. Claro, que existem termos técnicos e abordagens específicas, mais acadêmicas e aprofundadas para tudo que disse acima. Porém, esta não é a linguagem e nem o objetivo deste Blog. Este é um papo informal, desta blogueira brasileiríssima, sobre pensamentos que me surgem ao longo de minhas rotas por este mundo afora.

Comentários e sugestões são sempre bem-vindos.

Deixe o seu ao final deste post!




Os vídeos a seguir estao em alemao






A vida como ela é... na Alemanha - construindo com experiências subjetivas

Andei pesquisando uns assuntos na Internet, e achei o canal da Carol Bersch. Assisti a alguns vídeos dela, e as informações procedem e são úteis, além de serem simple e de grande humanidade. Selecionei os vídeos abaixo porque um deles desmistifica o “sonho europeu” que muita gente confunde com “sonho americano”, por exemplo, ou porque considerei os tópicos úteis, relevantes e ainda porque os pontos úteis são tratados de modo divertido solto, ou sério e direto, quando necessário. Bate papo solto com gente de carne e osso, como eu gosto. 

Sobre o primeiro vídeo abaixo, apenas discordo quanto ao que ela fala sobre as comunidades de brasileiros na Internet. Considero os grupos de Internet muito úteis, embora seja necessário descartar a grande maioria das informações. Peneirando, você pode aprender coisas, descobrir sites ou info que te ajude de alguma forma, ou apenas receber apoio sobre algum assunto pessoal, e até pode conhecer pessoas interessantes. Esta foi a minha experiência pessoal com Youtubers e comunidades de grupos de brasileiros residentes na Alemanha, e sou grata por isso.

A Carol fala com clareza, naturalidade e sinceridade em seus Vlogs. Gosto porque ela nao posa de princesa, ou mulher de super sucesso, muito menos esquece suas raízes. É uma mulher linda, inteligente, que veio para cá por seu relacionamento e demonstra sua humanidade, com acertos e erros. 

Há espaço para todos os tipos de Vlog, e pessoas que se dispoem a falar sobre o que não é tão bom ou bonito aqui são necessárias para desmistificar o sonho de imigração para Europa. Seu canal também tem vídeos engraçados e/ou curiosos. Vale dizer que esses Vlogs, assim como meu Blog, são subjetivos, baseados em experiências muito pessoais, mas bons para você construir seu próprio ponto de vista. Portanto... parabéns, Carol!

Comentários e sugestões construtivas  
são sempre bem-vindos aqui no Blog.
Deixe a sua ao final deste post!






terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Controle e pesquisa do boto rosa no Amazonas

Olá, pessoal! Estamos de volta em 2018, e estou cheia de esperanças por um mundo melhor. Idealista, talvez... mas muitos idealistas e sonhadores romperam e ainda rompem barreiras, e realizam coisas boas para a humanidade. Portanto, prefiro continuar com olhar positivo e focalizando o que há de bom nesse mundão em que vivemos. 

Vejo sempre os vídeos da DW (Deutsch Welle), e hoje assisti a esse que escolhi para compartilhar com vocês. É sempre bom valorizar e divulgar o que é bom e do Bem em nosso Brasil, tão castigado pela corrupção e ganância de políticos e instituições

O animal é lindo, e deu origem a lendas fantásticas da Amazonia. É riqueza de nossa terra! E ainda podemos afiar o alemão ouvindo a reportagem que é compreensível para quem está estudando B2, por exemplo. 

Nome científico: Inia geoffrensis
Classificação: Espécie
Classificação superior: Inia
Encontrado em: Rio Orinoco, Rio Amazonas, Rio Araguaia, Rio Tocantins


Para saber um pouco mais, clique no link abaixo:


terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Advento, troca, presença e união


O Calendário do Advento é um costume dos luteranos alemães de fazer a contagem regressiva para o dia da Véspera de Natal, dia 24 de dezembro. Conheço simpatizantes da ideia que também cumprem esse ritual essencialmente religioso, mesmo sem serem praticantes ou luteranos. 

Existem diversas formas de se cumprir o ritual, alguns reunem-se religiosamente por ser um costume essencialmente religioso, outros comem doces, acendem velas e rezam, outros cantam e contam histórias de Natal. Cada família organiza sua própria forma de fazer essa contagem regressiva. Nas lojas, encontramos não só  calendários de Advento com doces, mas também com maquiagem, perfumes, brinquedos. Tem de tudo mesmo! Se preferir, faça pratinhos de Natal para o café da manhã dos domingo de Advento (foto abaixo). 



Apesar de muitos anos casados, nunca fizemos calendáro de Advento em nossa família, mas meu marido surgiu com essa ideia este ano. Daí pensei: por que não? Gosto de passear por outras culturas e passar por experiências boas e novas. Resolvemos que seria mais interessante fazer um calendário de doces escolhidos por nós mesmos. Escolhemos e compramos juntos no supermercado, colocamos em saquinhos numerados, a serem abertos a partir do dia 1° de dezembro. Incluímos músicas tradicionais em alemão, que meu marido queria que eu conhecesse, e histórias tracionais de Natal em alemão também, a serem cantadas e contadas nos quatro domingos de Advento,  antes do Natal. Durante a nossa organizão, achei que seria muito simples apenas abrir os saquinhos de doces nos outros dias da semana. Combinamos que cada um deveria abrir o saquinho de doce, e contar um momento feliz passado juntos ao longo deste ano. Só depois de compartilhar boas lembranças, comeríamos nossos doces. O resultado inicial foi uma grande e boa surpresa!

Estamos vivendo uma linda experiência relembrar momentos especiais juntos. Quando um conta sua lembrança, o outro adiciona fatos à história e todos os corações presentes ficam aquecidos. Já estamos no dia 5 de dezembro, eu sei, mas fica a dica para quem quiser. Ainda dá tempo de combinar com familiares e/ou amigos. 

Independente de sua religião ou localização, os encontros podem ser feitos com a ajuda da internet. É a internet para União, para o Bem, para ser feliz! Este é um bom exercício emocional, que une e revela valores. Recomendo muito!
Vale dizer que respeito muito os preceitos religiosos deste período, e que meu olhar é de uma estrangeira na Alemanha. (Fotos e texto de Simone Reichel)

Bom Advento para todos!
Abaixo compartilho a letra de uma música cantada na ocasião. Fonte: http://www.liederportal.de/adventslieder/wir_sagen_euch_an.php
Wir sagen euch an den lieben Advent 
Text: Maria Ferschl   Melodie: Heinrich Rohr, Richard R. Klein

Wir sagen euch an den lieben Advent
Sehet, die erste Kerze brennt!
Wir sagen euch an eine heilige Zeit.
Machet dem Herrn den Weg bereit!
Freut euch, ihr Christen! Freuet euch sehr.
Schon ist nahe der Herr.

Wir sagen euch an den lieben Advent.
Sehet, die zweite Kerze brennt.
So nehmet euch eins um das andere an,
wie auch der Herr an uns getan!
Freut euch, ihr Christen! Freuet euch sehr.
Schon ist nahe der Herr.

Wir sagen euch an den lieben Advent.
Sehet, die dritte Kerze brennt.
Nun tragt eurer Güte hellen Schein
weit in die dunkle Welt hinein.
Freut euch, ihr Christen! Freuet euch sehr.
Schon ist nahe der Herr.

Wir sagen euch an den lieben Advent.
Sehet, die vierte Kerze brennt.
Gott selber wird kommen, er zögert nicht.
Auf, auf, ihr Herzen, werdet licht.
Freut euch, ihr Christen! Freuet euch sehr.
Schon ist nahe der Herr.


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Poemando...

Átimo 125

Aquele sol diluído decorava mais que o céu frio do inverno...
Através da janela, enchia o vazio de sua alma 
que congelava pelo avesso.

Foto e texto de Simone Reichel
Bremen (4.12.2017)

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Cores e luzes do outono da Alemanha

Após longa pausa para família e amigos, retorno ao Brazilian Route com as cores e luzes do final deste outono. Fiquem com meus pics de hoje de manha, feitos no Parque Links der Weser, Bremen. Fotos: Simone Reichel











sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Brazil: Media, monopolies and political manipulations - Documentário da TV Al Jazzera

Importante assistir a este documentário a que tive acesso por uma rede social, e considero bem explicativo para entender o papel da mídia no Brasil e os danos causados pelo alcance e domínio da Mídia em um país que sofre com a corrupção e sérios problemas nas áreas da educação, saúde e social. 


Na sequência, você pode assistir um pouco mais desta série sobre o Brasil e nosso povo.


Gostou? Deixe sua sugestão 
ou comentário abaixo!

domingo, 10 de setembro de 2017

Você conhece o Projeto Omolokum?



Seguimos nossa proposta de divulgar projetos culturais, educacionais e artísticos que fazem a diferença hoje no Brasil e no mundo. O Brazilian Route tem o prazer de apresentar o projeto Omolokum, criado por Leila Leão e Bruno Oliveira.Vi o projeto crescer e tornar-se hoje referência no Rio de Janeiro. Participei de alguns eventos inesquecíveis realizados pelo casal e sua equipe, e afirmo que vivenciei momentos muito especiais de aprendizado, entretenimento e sabores deliciosos. A Casa Omolokum é parada obrigatória para mim e minha família quando visito o Rio de Janeiro. Vamos conhecer um pouco mais do projeto?




Omolokum é um projeto de gastronomia musical, cuja característica é o resgate da culinária afro-brasileira e Yorubá, acompanhada pela musicalidade vinda do Continente Africano, consolidando essa cultura que influencia as pessoas até os dias atuais. A intenção é fazer com que as pessoas vivenciem um momento único através da imersão em sabores, aromas, sons e comportamento de uma cultura muito antiga que faz parte direta da história de nosso país, com todas as suas misturas étnicas resgatando a identidade gastronômica e musical de um povo e ainda desconhecida por muitos.






Esse movimento surgiu da necessidade de esclarecer dúvidas sobre a ligação dos terreiros com a culinária e a música brasileira atual, a partir daí fortalecer e perpetuar sua história, quebrando tabus religiosos, sociais e raciais, valorizando assim o que se tornou uma cultura propriamente brasileira.

Hoje o projeto se divide em duas partes: a que é um evento mensal itinerante, e teve suas últimas 15 edições na Fundição Progresso nos Arcos da Lapa, reunindo um público que vai de 100 à 500 pessoas por edição; e a Casa Omolokum.













Casa Omolokum é uma casa de Cultura Afrobrasileira e bistrô que oferece uma imersão na cultura de matriz africana aos clientes e convidados através da gastronomia, música e arte. A Casa Omolokum fica na Rua Jogo da Bola 102, Morro da Conceição, logo acima da Pedra do Sal, local que é berço das rodas de samba no Rio de Janeiro. Lá são recebidas diariamente pessoas de todo o mundo interessadas na vivência que é proposta no projeto. A casa proporciona atividades diárias, como aulas de percussão sagrada e profana, estudo sobre ritmos, danças, literatura, artesanato, mantendo o foco principal na parte gastronômica do espaço, onde além de saborear pratos típicos de matriz africana, releituras de comida de terreiro e comida de dendê de um modo geral, você ainda pode aprender a história que vem acompanhando estes pratos, contada em alguns momentos dentro do espaço ou na praça Leopoldo Martins, coladinha à Casa Omolokum, em um local deliciosamente histórico do circuito Pequena África. Durante os eventos e visitações, aproveitamos a vista da Baía de Guanabara e damos continuidade à força da gastronomia dos ancestrais que aqui estiveram e deixaram como herança a comida de azeite, hoje popularmente representada por quitutes como o Acarajé, Caruru, Moquecas, Vatapá, Omolokum e outros.



Leila Leão
(Etnoculinarista e proprietária Omolokum)
contato: (21) 989231834 whatsapp

Bruno Oliveira
( Músico percussionista, etnomusicólogo, pesquisador e proprietário Omolokum)
contato (21) 997420844
Facebook:https://www.facebook.com/omolokumculinariadeterreiro/