sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Não deixe a peteca cair!

Você está morando em outro país e quer ensinar a seus filhos um pouco de nossas raízes? Seguindo nossa rota de resgate de raízes brasileiras, hoje vamos conhecer um pouco mais da nossa peteca. 

O nome "peteca" vem do Tupi e significa "esbofetear, golpear com a mão espalmada". O Tupi era a língua falada pelos povos tupis que habitavam a maior parte do litoral do Brasil no século XVI (tupinambás, tupiniquins, caetés, tamoios, potiguaras, temiminós, tabajaras etc.)

Sobre a expressão “Não deixe a peteca cair”...

Aqui no texto ela é usada no sentido literal, ou seja, parte do jogo de peteca é jogar o objeto peteca e não deixá-lo cair. No português do Brasil, aparece também como expressão idiomática que significa “Não desista do que quer” ou “Continue com persistência o que faz”.















O brinquedo que une, alegra e movimenta a criançada nos quintais do interior e das cidades do Brasil, segundo registros citados pela Confederação Brasileira de Petecas (CBP), é de origem indígena brasileira. Foi usada para aquecimento do atletas nas Olimpíadas da Antuérpia, Bélgica, em 1920. Nesta ocasião, o jogo de peteca ficou conhecida por vários atletas do mundo todo que estavam nas Olímpiadas e se interessaram pela atividade. É considerada esporte desde 1940, e foi regulamentada em 1973, sendo criada a Fundação da Federação Mineira de Peteca (FEMPE), em 1975. O esporte foi oficializado na Segunda Sessão do Plenário do Conselho Nacional de Desporto – CND, conforme Deliberação n° 15/85 de 17 de agosto de 1985, em Brasília, e em 1987 foi realizado o Primeiro Campeonato Brasileiro de Peteca. Mais informações sobre a Peteca como esporte e recreação hoje e sua história vocês podem obter nos links e vídeos ao longo deste post.




Quer fazer a sua peteca? Garanto que é mais divertido ainda, jogar com a própria peteca. Minha mãe fazia com penas coloridas de galinhas carijó ou d’angola, e usava caixas de fósforo para encorpar o miolo. A diversão começava na hora de buscar a palha e as penas. Então, convido vocês a aprenderem com esse vídeo gostoso de se ver da Sra. Ruth Bárbara da Fazenda Escola BIMINI ensinando como fazer uma Peteca de palha de milho.


O vídeo cheio de brasilidade do jovem Khauan Victor mostra uma peteca bem mais simples de fazer, para que crianças como ele possam fazer a sua. Coisa linda!


Para saber um pouco mais sobre a peteca hoje e suas origens, clique nos links abaixo:


Regras do jogo de Peteca: 


É diversão e esporte para a família!



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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Você foi ou viveu o lugar?

Foto: Simone Reichel

Quanto tempo você reserva para ficar em cada cidade que visita nas férias? Este post não é sobre turismo, mas sobre a nossa relação com o tempo dedicado às atividades em nossas férias. Normalmente, quando conseguimos uma ou duas semanas de férias, organizamos nossas viagens procurando visitar o máximo de lugares ou cidades que pudermos em curto espaço de tempo. É uma correria de visitas aqui e acolá, tudo acelerado, igualzinho ao período em que trabalhamos. Acabamos exaustos e, quando chegamos, precisamos descansar das férias. Eu mesma já fiz muito isso!


Foto: Simone Reichel
Desta vez, em Milão, resolvi viver algo diferente.  Optei por ficar um pouco mais em uma só cidade. Visitei Milão por 9 dias, e pude perceber que diferença faz o tempo gasto em cada lugar. Milão tem cerca de 1.308.735 habitantes, não é tão grande quanto Londres, Rio de Janeiro ou Berlim, por exemplo, mas oferece muitas opções interessantes de atividades a fazer. É fácil nos perdemos no centro histórico e comercial de lá e não aproveitamos um pouco mais do ritmo da cidade fora dos pontos turísticos. Organizei antes o que faria, e busquei muitos lugares alternativos. Fiz os passeios devagar e, assim, deixei aqueles sentidos que são pouco explorados pelo cotidiano agitado, perceberem melhor os cheiros, os sons, as texturas, os sabores locais.

Foto: Simone Reichel
Foto: Simone Reichel

Uma de minhas experiências foi subir ao telhado da catedral Duomo à tarde, o que recomendo muito, e ficar duas horas inteiras lá. Cheguei, turistei tirando fotos nos primeiros 15 minutos e depois guardei o celular para viver o local. Sentada, caminhando pelo telhado ou de pé observei tudo e todos os movimentos atentamente, deixei o ambiente fluir comigo e através de mim. Vi o movimentos de pessoas e grupos, como ondas, virem e sairem rapidamente. E eu ainda lá no telhado da Duomo! rsrsrs Cheguei com sol escaldante e saí quando ele já estava se pondo. Desci com subi, a pé (existe a opção do elevador), com o corpo e alma felizes porque eu me permiti ser inteira por duas horas.

Foto: Simone Reichel
Foto: Simone Reichel









Queria, com vocês, refletir quanto o tempo influencia a completude de nosso ser, por isso escrevi este post. Lembremos que, quase sempre, podemos determinar este tempo que nos consome, e literalmente gozar férias. Decide aí com carinho... o que é mais importante, dizer que foi ou vivenciar o lugar e deixar o corpo ser integralmente? 

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Voltamos de férias com novidades. 
Enquanto voava, fui catando umas ideias 
aqui e ali nessas lindas nuvens... 

O Brazilian Route passou de 20.000 acessos! Agradeço aos leitores de diversos países, como Brasil, Alemanha, Rússia, Canadá, Estados Unidos, entre muitos outros que estão acessando o Blog periodicamente. 

O bebê está crescendo... E, por isso, procuro parceiros alegres e criativos. Abrimos, assim, possibilidades para publicar textos com autoria aqui no Blog Brazilian Route sobre assuntos variados relacionados ao Brasil ou à Europa. O Brazilian Route não tem foco político. É um Blog de variedades que compartilha dicas, boas ideias, cultura, arte, cinema, literatura, biografias, história, entretenimento, tudo com muita alegria, humor. 

Os textos devem ser informativos ou literários, de 3 a 4 parágrafos, apresentar trabalhos sociais, culturais e/ou artísticos,(individuais ou coletivos), podem retratar lugares, pessoas e atividades desenvolvidos no Brasil e em países europeus, devem tornar conhecido algo curioso, criativo ou interessante em qualquer dos lugares. A publicação passa por leitura, revisão, diálogo e aprovação de ambos os parceiros. O texto não pode ter propaganda política, ou de produtos em geral. O foco é promover conhecimento e divertimento e não venda! 

Esclareço ainda que qualquer publicação não inclui ganhos financeiros, terá apenas a finalidade de tornar sua ideia, projeto, trabalho, conhecido pelos leitores do Brazilian Route em vários países do mundo. Fotos serão aceitas, mas só originais e com a autoria.

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Mande seus textos e fotos para o email simonexreichel@gmail.com. 

Foto: Simone Reichel
Pulseiras do Varal da Vall-RJ